Dados do município/localização

Fundação:
Emancipação Política: 1799
Gentílico: CEARENSE
Unidade Federatíva: ce
Mesoregião:
Microregião:
Distância para a capital: 0,00

Dados de características geográficas

Área: 148.920,00
População estimada: 8452381
Densidade: 60,94
Altitude
Clima: TROPICAL E SEMIÁRIDO
Fuso Horário: UTC-3

Origem

Os fatos históricos sobre o território cearense começaram a ser registrados na História Moderna a partir do século XVI. Os primeiros documentos descreviam essa região do Brasil já habitada por diversas etnias indígenas, que viviam da extração de recursos naturais, pesca, agricultura e comércio com povos europeus. A formação histórica do atual Ceará é resultado de diversos fatores sociais, econômicos e de adaptação à natureza, tais como a interação entre os povos nativos, os europeus e os africanos e a desses povos com o fenômeno da seca. A Capitania do Ceará foi doada em 20 de novembro de 1535 ao provedor-mor da Fazenda Real, Antônio Cardoso de Barros, subalterno de Fernão Álvares de Andrade e de D. Antônio de Ataíde. Em certo momento da história a Capitania do Ceará foi anexado a Capitania de Pernambuco. O desenvolvimento independente do Ceará aconteceu depois de sua desagregação de Pernambuco, em 1799,[22] e sua história foi marcada por lutas políticas e movimentos armados. Essa instabilidade prolongou-se pelos períodos do Império e da Primeira República, normalizando-se depois da reconstitucionalização do Brasil, em 1945.

História

Ceará pré-colonial O Ceará era habitado ancestralmente por povos indígenas dos troncos Tupi (Tabajara, Potyguara, Tapeba, entre outros) e Jê (Kariri, Inhamum, Jucá, Kanindé, Tremembé, Karatius, entre outros), cujas tribos ainda hoje denominam vários topônimos no estado.[23] Estes povos negociavam produtos como tatajuba, âmbar e algodão bravo com os estrangeiros que aportavam nas costas cearenses antes da chegada dos exploradores do Império Português, em 1603, por meio do litoral. Os portugueses tentaram, a partir de 1603, estabelecer-se nas terras cearenses, mas, em decorrência da intensa resistência dos nativos e da falta de conhecimento sobre como sobreviver às secas, não obtiveram sucesso. A partir de 1654, com a saída dos holandeses, que dominaram a região em dois períodos históricos, e o enfraquecimento político dos povos indígenas locais, a colonização portuguesa começou a obter sucesso nesse território. Os esforços de povoamento objetivavam principalmente a vitória diante da resistência indígena e a garantia do domínio regional luso contra estrangeiros. De acordo com algumas teorias, o navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón teria desembarcado na costa cearense — e não no Cabo de Santo Agostinho em Pernambuco como diz a versão tradicional — antes da viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil.[24][25] Pinzón chegou a um cabo identificado como Porto Formoso, que se acredita ser o Mucuripe, e Diego de Lepe, à barra do rio Ceará, em Fortaleza. A chegada de Pinzón ao Ceará é debatida e defendida entre as possibilidades do controverso descobrimento pré-cabralino do Brasil.[26][27][28] Essas descobertas, contudo, não puderam ser reivindicadas pela Espanha em decorrência do Tratado de Tordesilhas, de 1494.[29] As terras equivalentes à Capitania do Ceará foram doadas a Antônio Cardoso de Barros na segunda metade do século XVI, porém, ele não se interessou em colonizá-las.[30] Os franceses, que já negociavam âmbar-gris, as tatajubas, a pimenta e o algodão nativo com os povos indígenas, foram os primeiros europeus a se estabelecerem no Ceará.[31] Em 1590, eles fundaram a Feitoria da Ibiapaba. Os holandeses também já negociavam com os nativos cearenses, a exemplo do capitão Jean Baptista Sijens, que esteve no Mucuripe em 1600.[32][33] Entre 1597 e 1598, um ramo da etnia potiguara, que habitava a região ao redor da Fortaleza dos Reis Magos, migrou e se fixou na região entre as margens dos rios Cocó e Ceará e nos sopés ao norte das serras de Pacatuba e Maranguape.[32] Para Maiores informações: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cear%C3%A1

Cultura

O governo do Ceará criou a primeira secretaria estadual de cultura do Brasil, em 1966.[228] A instituição organiza e fomenta a cultura cearense e auxilia outras instituições particulares na manutenção das tradições da população do estado. A cultura cearense tem como base essencialmente as culturas europeia e ameríndia, de forte tradição sertaneja e também influência afro-brasileira. Quando da introdução da cultura portuguesa no Ceará, ao longo do século XVII, os índios já produziam diversificado artesanato a partir de vegetais como o cipó e a carnaúba, bem como dominavam técnicas primitivas de tecelagem do algodão,[229] inclusive tingindo os tecidos de vermelho com a casca da aroeira.[230] Com a colonização, diversas técnicas europeias se somaram a essa base cultural, formando uma arte popular que viria a ser renomada nacional e internacionalmente. Com origens portuguesas e relevante influência indígena, têm destaque a produção de redes com os mais diversos bordados e formas e intrincadas rendas feitas em bilros, talvez o maior destaque da produção artesanal cearense, sendo uma arte tradicional no Ceará desde meados do século XVIII.[231] As rendas e os labirintos possuem maior destaque nas imediações do litoral, enquanto o interior se destaca mais pelos bordados.[229] As pedras semipreciosas também são exploradas na confecção de joias, sobretudo em Juazeiro do Norte, Quixadá e Quixeramobim. Ademais, o artesanato feito em madeira e barro é também de grande destaque, com produção de esculturas humanas, representando tipos da região; quadros talhados em madeira e vasos adornados. Outro importante item do artesanato cearense são as garrafas de areias coloridas, onde são reproduzidas, manualmente, paisagens e temáticas diversas. São ainda encontrados, em diversas cidades - em especial Massapê, Russas, Aracati, Sobral e Camocim, cestarias, chapéus e trançados com variadas formas e desenhos feitos da palha da carnaúba, do bambu e do cipó.[231] Por fim, como consequência natural de uma economia que, durante séculos, foi essencialmente pecuarista, o couro é trabalhado artesanalmente, em especial para a produção de chapéus e outras peças da roupa de vaqueiros, assim como de móveis e esculturas. As principais cidades no artesanato coureiro são Morada Nova, Juazeiro do Norte, Crato, Jaguaribe e Assaré.[230] Em diversas áreas do interior cearense, os cordéis, assim como os repentistas e poetas populares, especialistas no improviso de rimas, ainda estão presentes e ativos, seguindo uma tradição que remonta aos trovadores e poetas populares da Idade Média lusitana. Outra forte influência portuguesa se encontra na grande importância das festas religiosas nas cidades de todo o interior, particularmente as festas de padroeiros, que estão entre as principais festividades da cultura cearense, abarcando não só cerimônias religiosas, mas também de dança, musicais e outras formas de entretenimento, numa complexa mistura de aspectos sagrados e profanos. Destaca-se a Festa de Santo Antônio em Barbalha, famosa pelo pau da bandeira, que é comemorada nessa forma há 78 anos.[232] Artes plásticas O movimento de maior destaque na história da pintura cearense foi o modernismo, com o surgimento da Sociedade Cearense de Artes Plásticas, em 1944, que reuniu vários pintores como Antônio Bandeira, Otacílio de Azevedo, Aldemir Martins, Inimá de Paula, Zenon Barreto e outros.[233] Bandeira é considerado um dos maiores pintores abstracionistas do Brasil. Antes desse movimento, alguns importante pintores cearenses foram Raimundo Cela e Vicente Leite, que no começo do século XX retrataram várias paisagens do sertão e litoral do estado. Humor O Ceará se tornou conhecido nacionalmente como berço de talentos humorísticos como Chico Anysio, Renato Aragão, Tom Cavalcante e Tiririca, dentre vários outros. Embora a percepção de que há um Ceará moleque como verdadeira identidade do povo cearense seja controversa, a história do estado é repleta de casos verídicos e curiosos que parecem corroborar com essa ideia. Destacam-se, sobretudo, figuras populares como o Bode Ioiô, que era famoso em Fortaleza e inclusive foi eleito vereador da cidade, e o Seu Lunga, de Juazeiro do Norte, famoso pela sua intolerância com perguntas óbvias, assim como eventos como a vaia ao sol, também em Fortaleza, depois de quase um dia inteiro de céu nublado na cidade.[235] A novela humorística da Record, Ceará contra 007, de 1965, ajudou a formar esse imaginário de um Ceará Moleque. Literatura O Ceará é terra de muitos escritores e poetas importantes. Pode-se citar, dentre muitos outros: José de Alencar, Domingos Olímpio, Rachel de Queiroz, Adolfo Caminha, Antônio Sales, Jáder Carvalho, Juvenal Galeno, Gustavo Barroso, Patativa do Assaré, Xico Sá e os contemporâneos Socorro Acioli, Tércia Montenegro, Ítalo Anderson e Raymundo Netto. [236][237][238][239] A literatura cearense foi sempre caracterizada por florescer em torno de grupos literários. O primeiro desses grupos de desenvolvimento literário foi Os Oiteiros, que, embora mantendo os padrões típicos do Arcadismo, soube encontrar uma cor local para descrever o fugere urbem e o carpe diem típicos daquela escola.[239] No final do século XIX, surgiu a Padaria Espiritual, uma agremiação cultural formada por jovens escritores, pintores e músicos. Vários autores criticavam as instituições e valores então vigentes com discurso irônico, irreverência, espírito crítico e sincretismo literário.[240] Para alguns críticos literários e historiadores, essa agremiação pode ser considerada um movimento pré-modernista que já apresentava alguns aspectos do Modernismo, que só surgiria com força em São Paulo em 1922. Contemporânea à Padaria Espiritual, a Academia Cearense de Letras foi fundada em 1894 sendo uma das principais instituições literárias do estado, congregando alguns dos nomes mais ilustres da literatura estadual.[241] Hoje, existem diversas instituições similares em todo o Ceará. O Modernismo se consolidou no Ceará por meio do movimento Clã, fundado nos anos 1940, que congregou diversos escritores renomados cearenses: Moreira Campos, João Clímaco Bezerra, Antônio Girão Barroso, Aluísio Medeiros, Otacílio Collares, Artur Eduardo Benevides, Antônio Martins Filho, Braga Montenegro, Manuel Eduardo Pinheiro Campos, Fran Martins, José Camelo Ponte, José Stênio Lopes, Milton Dias, Lúcia Fernandes Martins e Mozart Soriano Aderaldo.[242] Na década de 1970, surgiram outros dois importantes grupos literários no Ceará: O Saco, uma revista artística inusitada, pois era distribuída com folhas soltas guardadas dentro de um saco; e o Grupo Siriará, que reuniu diversos jovens escritores, propondo uma literatura cearense autêntica e desvinculada dos estereótipos que se estabeleceram na retratação literária do ambiente cearense.[243] O Ceará também possui escritores pós-modernistas renomados, embora, em sua maior parte, pouco conhecidos. Podem-se citar, dentre eles, Pedro Salgueiro, Natércia Campos, Dimas Carvalho, Airton Monte, Tércia Montenegro, Raymundo Netto, Vicente Freitas, Soares Feitosa, dentre outros.[244] A literatura de cordel tem destaque nas letras cearenses desenvolvendo-se expressivamente em Juazeiro do Norte, desde as primeiras décadas do século XX. Em Fortaleza, a Literatura de Cordel surgiu no período da Oligarquia de Nogueira Accioly, período esse em que circularam alguns folhetos destratando a figura do governador cearense. Patativa do Assaré é um dos maiores destaques nesse tipo de literatura.[245] Festas e eventos O Miss Ceará é um dos eventos de maior tradição do estado. Sua primeira edição ocorreu em 1955, e logo com a eleição de Emília Barreto Correia Lima como Miss Brasil, segunda eleita na história do concurso.[275] Outra Miss Brasil do Ceará foi Flávia Cavalcanti Rebelo, apesar de ser natural de Salvador, representava o Ceará na competição nacional. Vanessa Vidal, Miss Ceará de 2008, ficou em segundo lugar e foi a primeira concorrente a Miss Brasil com deficiência auditiva.[276] O Cine Ceará é um dos mais importantes festivais de cinema do Brasil.[277] Acontece em Fortaleza, anualmente, desde 1991, e, desde 2006, o festival recebe produções internacionais.[278] O Fortal é uma micareta que acontece anualmente desde 1991, sempre no final de julho. Várias outras micaretas menores ocorrem em cidades do interior. Um dos maiores festivais de música pop do Brasil, o Ceará Music, que acontece anualmente desde 2001 reunindo várias bandas nacionais e internacionais.[279] A maior festa religiosa no Ceará, assim como em grande parte do Nordeste, ocorre em junho, com as festas juninas. Durante esse mês, o forró é o ritmo mais ouvido e tocado em todo o estado [246] e comidas e vestimentas típicas são comuns nas ruas e praças de quase todas as cidades, destacando-se Juazeiro do Norte, com o Juaforró. O carnaval também é outra grande festa, com destaque para as folias organizadas nas cidades litorâneas. Outra grande festa religiosa é o Halleluya que acontece anualmente desde 1995. No setor agropecuário, o evento de destaque no Ceará é a ExpoCrato, considerado o maior evento do gênero no Norte-Nordeste e o quinto maior do país, realizado anualmente em na cidade do Crato.[280] Os dois principais espaços para realização de feiras, eventos e convenções do Ceará são o Centro de Eventos do Ceará, o segundo maior do Brasil, e o Centro de Convenções Edson Queiroz.[281] O Siará Hall é outro importante espaço de eventos do Ceará.[282]

Divisão Política

O estado é governado por três poderes: o Poder Executivo, representado pelo governador do Ceará; o Poder Legislativo, representado pela Assembleia Legislativa do Ceará; e o Poder Judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. O Poder Executivo é exercido pelo governador Camilo Santana, eleito em 2014 para o período 2015-2018, além de todas as secretarias de estado, órgãos vinculados e a administração indireta. Exemplos de órgãos que integram essa administração são as secretarias da Ciência e Tecnologia, de Educação e da Fazenda, e ainda o Departamento de Edificações e Rodovias. A administração indireta é feita por autarquias, empresas públicas e fundações, tais como a Escola de Saúde Pública do Ceará, a Companhia Energética do Ceará, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará e a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico.[146] O Poder Legislativo é exercido pela Assembleia Legislativa do Ceará, que é composta por 46 deputados.[147] O legislativo estadual fiscaliza as contas públicas do executivo, bem como aprova e regula todas as leis com jurisdição no território do Ceará. A TV Assembleia é um órgão de comunicação da assembleia do Ceará, que divulga as ações desta instituição. Na função de fiscal das atividades do poder executivo, a assembleia do Ceará é auxiliada por dois tribunais de contas, o Tribunal de Contas do Estado do Ceará, fiscal do governo estadual, e Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará, fiscal das prefeituras, que também auxilia as câmaras municipais nessa tarefa.[148] O Judiciário cearense tem como instância máxima o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, composto por 27 desembargadores.[149] O Fórum Clóvis Beviláqua, da comarca de Fortaleza, é o maior fórum subordinado ao Tribunal cearense. Atualmente, 139 municípios são sedes de comarca, sendo 45 vinculadas, 49 de primeira entrância, 40 de segunda entrância, 49 de terceira entrância e Fortaleza, que é uma comarca especial. O Ministério Público do Estado do Ceará é a instituição que, de forma autônoma, auxilia o estado na garantia da justiça e do direito. O sistema correcional cearense é composto por quatro penitenciárias, dois presídios, duas colônias agrícolas, uma casa de albergado, duas casas de custódia, dois hospitais, e 131 cadeias públicas. Este sistema estava abrigando, em 2008, um contingente total de 8 101 [150] pessoas. A maior unidade prisional do sistema é o Instituto Penal Paulo Sarasate, que abrigava 940 [150] pessoas em 2008.

Curiosidades

O Ceará possui mais de 88 praias, 13 delas localizadas em Fortaleza e o restante espalhadas pelos municípios, algumas desertas e selvagens e outras badaladas e conhecidas internacionalmente. - Aqui fica o maior parque aquático da América Latina, o Beach Park. - Praias lindas, mas também tem serras com clima frio, lagoas e cachoeiras que merecem a sua atenção durante a visita. - Jericoacoara já foi considerada a 4ª melhor praia do mundo pelo jornal Huffington Post, que inclusive, colocou Fernando de Noronha apenas em 39º lugar. - As praias mais famosas do estado são Praia do Futuro, Jericoacoara e Canoa Quebrada, mas outras praias têm feito sucesso com os visitantes, como Lagoinha, Águas Belas e Morro Branco. - Conhecido como terra do humor por ser o berço de grandes humoristas do Brasil, como Chico Anysio, Tom Cavalcante, Tiririca, Shaolin e Renato Aragão. - Dentre as comidas típicas favoritas dos cearenses estão a tapioca, baião de dois e carne do sol com macaxeira. - O Ceará foi o primeiro estado brasileiro a abolir a escravidão, quatro anos antes da Lei Áurea, em Redenção, que passou a ter esse nome em 1889, por causa do feito. Começando em 1883 e em 25 de março de 1884, todos os escravos foram declarados libertados. - Dois grandes escritores brasileiros são cearenses, sendo José de Alencar e Rachel de Queiroz. - Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a 5ª cadeira em 4 de novembro de 1977. - Foi a partir da observação de um eclipse solar na cidade de Sobral, interior do estado, que a teoria da relatividade geral de Albert Einstein foi comprovada. - O Brasil já teve dois cearenses na presidência, Castelo Branco e José Linhares. - Luma Nogueira de Andrade, natural de Morada Nova, foi a primeira trans doutora do Brasil, concluindo seu doutorado em 2012. - O Ceará importou e tentou criar dromedários em 1959, na intenção de que o animal substituísse os cavalos no transporte de cargas, principalmente, nos anos de seca. Trouxeram 14 animais da espécie, direto da África, causando muita agitação, porém os bichinhos não sobreviveram ou tiveram que ser vendidos. - Uma das descobertas mais importantes no Brasil sobre fosseis foi no Ceará. A descoberta da espécie Santanaraptor placidus, nomeado com a cidade onde foi encontrada, Santana, e o professor fundador do museu de Paleontologia, Placido. A descoberta foi importante porque o fóssil era muito preservado, com músculos, vasos sanguíneos e demais tecidos moles conservando a sua estrutura tridimensional. Um dos mais conservados do mundo. - quiraz já foi a capital do Ceará. Se você ama praias do estado, deve saber que Aquiraz possui muitas praias lindas, como Porto das Dunas, Prainha e Barro Preto, mas saiba que o município foi a primeira capital do Ceará, permanecendo até 1726, quando Fortaleza recebeu o posto. O Ceará mantém a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico como principal instituição de fomento científico e tecnológico do estado.[179] Fazem parte ainda do sistema de C&T do Ceará a Fundação Cearense de Meteorologia, a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará e as universidades estaduais. O Governo federal tem duas unidades da Embrapa no estado: Embrapa Agroindústria Tropical em Fortaleza e Embrapa Caprinos em Sobral. Instituições privadas de destaque são o Instituto Atlântico e o Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação. O principal espaço de desenvolvimento científico do estado é o Campus do Pici, em Fortaleza, abrigando boa parte dos laboratórios da Universidade Federal do Ceará e outras instituições como o Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho no Nordeste e a sede da rede GigaFOR e vários cursos de pós-graduação. Em todo o estado são ofertados 154 cursos de pós-graduação sendo 103 de mestrado e 51 de doutorado.[180] O Ceará tem destaque na história e na pesquisa astronômica do Brasil. O Rádio-Observatório Espacial do Nordeste do INPE instalado em Eusébio é o maior radiotelescópio do Brasil. A Sociedade Brasileira dos Amigos da Astronomia (SBAA), com sede em Fortaleza, é uma das principais instituições divulgadoras da astronomia no país.[181] Em 2009, Ano Internacional da Astronomia, o Ceará passou e integrar a Rede Internacional de Centros para Astrofísica Relativística (Icranet). Essa integração visa orientar os cursos de graduação em física das universidades UVA e UECE, respectivamente em Sobral e Fortaleza, para estudos nas áreas de astrofísica, astronomia e criar um programa de pós-graduação específico na UECE.[182] O primeiro registro de fósseis no Brasil se deu com o livro "Viagem pelo Brasil" (Reise in Brasilien), publicado entre 1823 e 1831, relatando a descoberta de um peixe Rhacolepis na atual cidade de Jardim.[183] A bacia sedimentar da Chapada do Araripe conta com uma formação muito rica em fósseis da flora e fauna do Cretáceo, boa parte em excelente estado de preservação, sobretudo na cidade de Santana do Cariri.[184] Os fósseis da região tem sido importantes para comprovar a deriva dos continentes africano e sul-americano.[185] Nessa área foi estabelecido o Geoparque Araripe, o primeiro do gênero no Hemisfério Sul, visando a proteger sua significativa importância geológica e paleontológica.[185] O trecho mais importante do geoparque é a Formação Santana, que se destaca por conter os primeiros registros de tecidos moles (não ósseos) de pterossauros e tiranossauros do mundo, as primeiras fanerógamas fósseis da América do Sul e várias espécies de peixes fossilizados.[183] Na cidade de Santana do Cariri existe o Museu de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri que ajuda no estudo e divulgação científica paleontológica. Turismo O Ceará é um dos estados com maior faixa litorânea, e vem dessa grande extensão boa parte de sua fama turística. As praias de maior destaque são: Jericoacoara (incluindo Lagoa Azul e Lagoa do Paraíso), Praia do Futuro, Canoa Quebrada, Cumbuco, Praia de Flecheiras, Praia de Morro Branco, Praia de Ponta Grossa, Praia de Tatajuba, Lagoinha, Porto das Dunas, na qual está o Beach Park, um dos maiores parques temáticos da América Latina,[175] dentre outras. Alguns dos espaços culturais importantes do estado são: Casa de José de Alencar (que abriga o Museu da Renda, o Museu da Antropologia, a Pinacoteca Floriano Teixeira e a Biblioteca Braga Montenegro), Museu da Imagem e do Som do Ceará, Museu do Ceará, Theatro José de Alencar, um dos mais importantes exemplos da arquitetura art nouveau no Brasil, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, que abriga, dentre outras instalações, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará e o Museu da Cultura Cearense, Museu Sacro São José de Ribamar e Museu Dom José [177] ambos importantes museus de arte sacra do Brasil, Museu da Cachaça, dentre outros, e os centros históricos da cidades de Sobral, Icó, Aracati e Viçosa do Ceará, tombados como patrimônio nacional pelo IPHAN. Outras atrações destacáveis são: Arquivo Público do Estado do Ceará, Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel, Casa de Juvenal Galeno, Centro Cultural Bom Jardim, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho, Sobrado do Doutor José Lourenço, Academia Cearense de Letras, Instituto do Ceará, Instituto Cultural do Cariri, Museu dos Inhamuns, Academia Sobralense de Estudos e Letras

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